O Santo e a Porca
Montada pela primeira vez há 50 anos pela imortal Cacilda Becker, volta em cartaz a deliciosa comédia de Ariano Suassuna, O Santo e a Porca, desta vez encenada pelo grupo carioca Limite 151 Companhia Artística e dirigida por João Fonseca.
- Data: De 05.03.10 até 25.04.10.
Informações e vendas:
4003-1212
www.ingressorapido.com.br
Horários e Dias:
Sextas >> 21h30
Sábados >> 21hs
Domingos >> 19hs - Valor: Valor único para todos os dias: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia entrada)
- Gênero: Comédia
- Faixa Etária: 14 anos
- Duração: 90 minutos
- Informações e Vendas: 11 2872-1457 ou pela seção contato.
Bilheteria: de terça à domingo das 14 às 19 horas. Em dias de espetáculo funciona até o início do mesmo.
CIA LIMITE 151 ENCENA TEXTO DE ARIANO SUASSUNA
Montada pela primeira vez há 50 anos pela imortal Cacilda Becker, volta em cartaz a deliciosa comédia de Ariano Suassuna, O Santo e a Porca, desta vez encenada pelo grupo carioca Limite 151 Companhia Artística e dirigida por João Fonseca.
O Santo e a Porca conta em seu elenco com os atores Élcio Romar, Gláucia Rodrigues, Marco Pigossi, Janaína Prado, Nedira Campos, Marcio Ricciardi e Nilvan Santos.
Vencedor do Prêmio APTR 2009 de Melhor Figurino (Ney Madeira) e Indicada ao Prêmio Shell nas categorias de Melhor Atriz (Gláucia Rodrigues) e Melhor Figurino (Ney Madeira).
O Santo e a Porca aborda o tema da avareza, sendo o "santo" do título Santo Antonio e a "porca" um cofrinho, símbolo do acúmulo de dinheiro e tão protetor quanto o santo. De acordo com Suassuna, o texto “é uma imitação nordestina” da peça “Aululária”, também conhecida como a “Comédia da Panela”, do escritor romano Plauto.
Em O Santo e a Porca, a avareza doentia de Euricão vai deixá-lo pobre e solitário. Caroba, criada de Euricão, para se casar com Pinhão, que trabalha para o milionário Eudoro, arquiteta um mirabolante, audacioso, confuso e hilário plano. Todos se deixam envolver tendo de um lado os “oprimidos” de todas as espécies e, de outro, os supostos opressores Euricão e Eudoro.
O Santo e a Porca não foge à regra dos espetáculos de Ariano Suassuna, nos quais a simplicidade do trabalho permeia toda ação dramática. Nesta montagem da Cia Limite 151, “o cenário de Nello Marrese cria, com recursos imaginativos, o ambiente não só de uma casa modesta nordestina, mas uma casa onde o delírio da economia do dono não permite qualquer luxo, com o todo completado pelos figurinos de Ney Madeira, que também contribuem muito precisamente para a criação do clima da peça”, conforme elogiou Barbara Heliodora. A temida crítica de teatro complementou: “O Santo e a Porca é um espetáculo que dá grande prazer pelo brilhante humor de seu texto e pela alegria da montagem”.
A encenação do diretor João Fonseca busca instaurar um ambiente de encantamento, onde os contrastes entre a riqueza e a pobreza saltam aos olhos. Depois de dirigir “Gota D’Água”, de Chico Buarque e Paulo Pontes e “A Falecida”, de Nélson Rodrigues, João Fonseca encara o desafio de mais um clássico, desta vez de um autor nordestino. “É um prazer dirigir textos brasileiros. Ainda mais porque em todos esses trabalhos o foco é no oprimido. O Santo e a Porca tem um olhar sobre o sertão, os grandes coronéis. Suassuna enxerga a capacidade de transmutar do pobre sertanejo, a capacidade de sobreviver. A necessidade de sobreviver faz com a vida lhes dê uma inteligência grande para isso”, conta o diretor.
O Santo e A Porca é profundamente cômico, festivo, mágico e malicioso e traz no elenco Élcio Romar, Gláucia Rodrigues, Marco Pigossi, Nedira Campos, Marcio Ricciardi, Janaina Prado e Nilvan Santos.
Fica técnica
Texto: Ariano Suassuna
Direção: João Fonseca
Cenário: Nello Marrese
Música Original e Direção Musical: Wagner Campos
Figurinos: Ney Madeira
Luz: Rogério Wiltgen
Elenco:
Élcio Romar – Euricão
Gláucia Rodrigues – Caroba
Marco Pigossi – Dodô
Marcio Ricciardi – Eudoro Vicente
Nedira Campos – Benona
Janaína Prado – Margarida
Nilvan Santos - Pinhão
Ariano Suassuna
Ariano Vilar Suassuna é advogado, professor, teatrólogo, romancista, poeta, ensaísta, defensor incansável da cultura popular do Brasil e do nordeste. Nasceu em João Pessoa (PB) em 16 de junho de 1927, filho de João Urbano Pessoa de Vasconcelos Suassuna e Rita de Cássia Dantas Villar. Quando tinha três anos de idade, seu pai foi assassinado no Rio de Janeiro, por causa de lutas políticas. Depois do trágico episódio, sua mãe mudou-se para Taperoá, com os nove filhos, onde Ariano Suassuna fez os estudos primários.
A infância vivida no sertão familiarizou o futuro grande escritor e dramaturgo com os temas e as formas de expressão artísticas que viriam mais tarde a constituir, como ele próprio denomina, seu "mundo mítico". Não só as estórias e casos narrados e cantados em prosa e verso foram aproveitados como suporte na plasmação de suas peças, poemas e romances. Também as próprias formas da narrativa oral e da poesia sertaneja foram assimiladas e reelaboradas por Suassuna. Suas primeiras produções caracterizavam-se pelo domínio dos ritmos e metros da poética nordestina. Em 1942, então com 15 anos, foi para o Recife, estudar no Colégio Americano Batista. Pouco tempo depois começou a escrever para o Teatro dos Estudantes de Pernambuco (TEP), que era coordenado por Hermilo Borba Filho. Dentro do TEP foi criado um palco itinerante chamado "Barraca", que era inspirado no "La Barraca" grupo criado pelo poeta Garcia Lorca.
Em 1946, Ariano ingressou na Faculdade de Direito do Recife. Depois de formado, exerceu a advocacia por dez, quando abandonou a profissão para tornar-se professor de Estética na Universidade de Pernambuco. Em 1959, com Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste. No início da década de 1970, fundou "O Movimento Armorial", de onde saíram nomes como Antônio Nóbrega e Antônio José Madureira.
Suas primeiras peças foram “Uma mulher vestida de sol” (1947), “Cantam as harpas de Sião” (1948) e “Os homens de barro” (1949). Desde o início de seu trabalho, Suassuna demonstrou clara inspiração popular combinada à convicção cristã, o que o levou a recuperar o auto religioso medieval em peças como o “Auto de João da Cruz” (1950) e “O arco desolado” (1952). Tornou-se conhecido do público, no entanto, com os trabalhos da segunda fase como o “Auto da Compadecida” (1955), com o qual obteve êxito nacional.
Em outra abordagem dessas influências, Suassuna escreveu “O Santo e a Porca” (1957) e “O Casamento Suspeitoso” (1957). Utilizou elementos próprios do teatro de marionetes, tais como máscaras e a mecanização dos movimentos, em “A Pena e a Lei” (1959), premiada no Festival Latino-Americano de Teatro. Em 1960, fundou o Teatro Popular do Nordeste, onde apresentou “A farsa da boa preguiça” (1960) e “A caseira e a Catarina” (1962).
Suassuna interrompeu sua carreira de dramaturgo no final da década de 1960 para dedicar-se à prosa de ficção e ao papel de animador cultural no movimento Armorial, que pregava o resgate das formas de expressão populares tradicionais. O escritor transferiu a temática de sua dramaturgia para as obras “Romance da pedra do reino” e “O príncipe do sangue do vai-e-volta” (1971) e a “História do rei degolado nas caatingas do sertão ao sol da onça caetana” (1976). Suassuna também escreveu poesia e crítica de arte. Em agosto de 1989, foi eleito por aclamação para a Academia Brasileira de Letras, tomando posse em maio de 1990.
Limite 151 Companhia Artística
Formada pelos atores Gláucia Rodrigues, Cristiane D'Amato e Edmundo Lippi e pelo compositor e diretor musical Wagner Campos, a Cia Limite 151 tem como objetivo contribuir com o processo de produção e difusão de um repertório teatral o mais amplo possível, preenchendo lacunas existentes no mercado cultural profissional.
A Cia Limite 151, fundada em 1991, já encenou as peças: “Os Sete Gatinhos”, de Nelson Rodrigues, com direção de Marcelo de Barreto; o infanto-juvenil “Dom Quixote”, adaptação de Wagner Campos e direção de Cláudio Torres Gonzaga; a “Comédia dos Erros” e “O Mercador de Veneza”, de William Shakespeare, com direção de Cláudio Torres Gonzaga; “À Margem da Vida”, de Tennessee Williams, com direção de Roberto Vignati; “Frankenstein”, de Mary Shelley, adaptação de Sidnei Cruz, com direção de Angela Leite Lopes; “As Malandragens de Scapino”, de Molière, com direção de João Bethencourt; “O Olho Azul da Falecida”, de Joe Orton, com direção de Sidnei Cruz; “O Avarento”, de Molière, com tradução e direção de João Bethencourt; “A Moratória”, de Jorge Andrade, com direção de Sidnei Cruz; “Tartufo, o Impostor”, de Molière, tradução e direção de Jacqueline Laurence; “Os Contos de Canterbury”, de G., com direção de Sidnei Cru, “As Preciosas Ridículas”, de Molière, com direção de Cláudio Torres Gonzaga e “O Santo e a Porca”, de Ariano Suassuna, com direção de João Fonseca.

